A lamentável fotografia da realidade governamental brasileira

A lamentável fotografia da realidade governamental brasileira: A Petrobrás, mesmo diante da maior crise de sua história, quer aumentar o salário de seus diretores. Reduzindo a parte de seus vencimentos que é atrelada aos resultados e aumentando a participação dos rendimentos fixos. Isto é uma ofensa gigantesca aos trabalhadores brasileiros. #ADComunicação

Senador questiona ministro da Fazenda sobre providências do governo em relação às denúncias no Carf

Na audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, nesta terça-feira (31/3), o senador Alvaro Dias (PSDB/PR) perguntou ao ministro da Fazenda, Joaquim Levy, sobre as providências que foram adotadas em relação às denúncias de irregularidades no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) – órgão do Ministério da Fazenda responsável por analisar em segunda instância as autuações promovidas pela Receita Federal. Segundo Alvaro Dias, “o mais novo escândalo de corrupção, descoberto pela Polícia Federal na Operação Zelotes, deve ser esclarecido, já que o desvio de recursos pode chegar a R$19 bilhões”.

Em resposta ao senador, Joaquim Levy disse que o governo está tomando todas as ações necessárias “Aguardamos a conclusão das investigações. Não é uma coisa que se deva fazer espalhafato. Todas as ações estão sendo tomadas. Acredito no fortalecimento, agilidade, transparência e que a consistência do Carf é muito importante. E se tivermos processos bem definidos, os riscos de desvio diminuem drasticamente “, declarou Levy.

Em audiência com Levy, destaque para comprovação de que governo estourou o caixa para eleger Dilma

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, ao afirmar que o ano de 2014 não poderia ser visto como parâmetro da atuação governamental em relação ao controle dos gastos públicos, deixou explícito que o governo Dilma gastou exageradamente no ano passado em função de sua própria reeleição. A afirmação foi feita pelo senador Alvaro Dias (PSDB-PR), durante audiência realizada pela Comissão de Assuntos Econômicos para ouvir o ministro a respeito das medidas de ajuste fiscal do governo do PT. Alvaro Dias destacou, na comissão, que o titular da Fazenda, em momentos de sinceridade, manifestou contrariedade com algumas medidas tomadas no primeiro mandato da presidente Dilma, e elencou outros erros do Palácio do Planalto na condução da política econômica.

“Em determinado momento, o ministro Levy fez referência à brincadeira da desoneração que custou 25 bilhões de reais ao País. Evidentemente poderia fazer referência a outras brincadeiras, como a contabilidade criativa para escamotear a realidade, a negligência com a inflação, o sepultamento da responsabilidade fiscal e a utilização de instrumentos da economia de política econômica com objetivos eminentemente eleitoreiros, notadamente no ano de 2014. E me parece que esse inconformismo revelado pelo ministro em pelo menos duas ou três oportunidades tem a ver com a dificuldade de impor no ajuste fiscal a participação do Executivo, do governo da União. Parece que quando se transfere a responsabilidade quase que de forma absoluta à sociedade pela crise e não se oferece a proporcional contrapartida do governo, está-se fazendo mais um ajuste de conta com a sociedade do que propriamente um ajuste fiscal”, disse o senador Alvaro Dias.

Repúdio à intenção da Petrobras de aumentar salário de seus diretores para mais de 120 mil ao mês

Durante audiência com o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, na Comissão de Assuntos Econômicos, o senador Alvaro Dias disse ser um escândalo a notícia veiculada nesta terça-feira pela imprensa nacional, de que a Petrobras realizará assembleia no próximo dia 29 de abril, quando será votado o aumento do salário dos seus diretores. Segundo disse o senador na Comissão, se aprovado na assembleia, o valor do salário de cada um dos oito diretores da Petrobras passará de R$ 100 mil para mais de R$ 123 mil por mês. Para Alvaro Dias, a notícia representa mais uma “feia fotografia” da realidade do governo atual.

“A Petrobras, vivendo a maior crise de sua história, envolvida em um rumoroso escândalo de corrupção, decidirá em assembleia pelo aumento no salário de seus diretores. Isso é um acinte, um escárnio. Quando o governo tenta implantar um ajuste fiscal para desafogar as contas públicas, a Petrobras fala em aumentar salários de seus diretores, que já estão ente os maiores salários do país? Além de uma ofensa, é um desrespeito ao povo brasileiro”, afirmou o senador Alvaro Dias.

Construção de creches, mais uma promessa não cumprida por Dilma

Mais uma vez, o governo Dilma não cumpre o prometido. A construção de 6.000 creches e pré-escolas em todo o país, uma das promessas da primeira campanha da presidente da República, estagnou e o programa terá que ser revisto. Segundo informações da reportagem da Folha de S. Paulo desta segunda-feira (30), a execução do projeto será um dos principais desafios que o novo ministro da Educação, o professor Renato Janine Ribeiro, irá enfrentar. Para acelerar a entrega das unidades, o governo federal substituiu o modelo de alvenaria por um pré-moldado e fez um edital único para a contratação de fornecedores em todo o país. De acordo com a publicação, o novo formato tornou-se obrigatório para as prefeituras receberem a ajuda do governo para as obras da educação infantil.

No último dia 20 de março, o senador Alvaro Dias, na Tribuna, fez uma denúncia sobre o programa de creches do governo Dilma. Segundo ele, além de cumprir somente 14% da meta da construção das quase seis mil creches prometidas durante a campanha de 2010, o governo vem utilizando material plástico, de PVC, para edificar as poucas unidades entregues. Segundo afirmou o senador, o modelo adotado foi questionado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e pelo Instituto dos Arquitetos do Brasil. As paredes de chapa de plástico e fibra de vidro, sem fundação, podem cair por não serem resistente a chuvas e enxurradas. O modelo padronizado não considera diferenças regionais de terreno ou temperatura e algo mais grave: em caso de incêndio, a fumaça é altamente tóxica.

No Plenário, Alvaro Dias apontou a necessidade de investigar o porquê de o governo fazer essa opção. “É uma escolha equivocada em detrimento da segurança das crianças, um retrocesso, como diz o presidente do Instituto dos Arquitetos do Brasil”, afirmou na ocasião o senador.

Mercado projeta PIB negativo de 1% no final de 2015, pior resultado em 25 anos

Os economistas do mercado financeiro consultados semanalmente pelo Banco Central previram, pela primeira vez, que a economia brasileira terá uma retração de 1% neste ano. Se confirmado, este será o pior resultado do PIB em 25 anos, ou seja, desde 1990 – quando foi registrada uma queda de 4,35%. Segundo levantamento feito pelo BC com mais de 100 instituições financeiras, a estimativa para a Produto Interno Bruto (PIB) de 2015 passou de uma contração de 0,83%, na semana retrasada, para um encolhimento de 1% na última semana. A piora na projeção do mercado foi a 13ª terceira seguida. Para 2016, o mercado baixou sua expectativa de uma alta de 1,20% para um crescimento de 1,05%. Foi a quarta redução consecutiva. Também subiu a perspectiva para o dólar, um dos fatores de pressão inflacionária, no final de 2015. Agora os economistas veem a moeda a 3,20 reais, contra 3,15 reais na pesquisa anterior, na quinta semana de alta. Já em relação à alta do IPCA, índice que mede a inflação oficial do país, a mediana das projeções no Focus para o final deste ano foi ajustada a 8,13%, 0,01 ponto percentual a mais do que no levantamento anterior.

Saiu o pibinho brasileiro de 2014: economia ficou estagnada e cresceu apenas 0,1%

A economia brasileira ficou estagnada no ano de 2014, com alta de apenas 0,1% em 2014. Foi o que informou o IBGE nesta sexta-feira (27). No quarto trimestre do ano passado, houve alta 0,3% na atividade, na comparação com os três meses anteriores. Com esse resultado, o Produto Interno Bruto (PIB, soma de bens e serviços produzidos) do país ficou em R$ 5,521 trilhões. Frente ao quarto trimestre do ano passado, a economia teve retração de 0,2%. A mediana das projeções do mercado financeiro era de estabilidade da economia em 2014, segundo a pesquisa Focus, do Banco Central. A própria autoridade monetária previa retração de 0,1%, segundo relatório de inflação, divulgado na quinta-feira. Para 2015, a projeção do BC é de resultado negativo de 0,5%, queda menos intensa que a prevista por analistas, que esperam recuo de 0,83%. E os dados do PIB divulgados nesta sexta já foram calculados pela nova metodologia do IBGE. A revisão vinha sendo realizada há três anos para atender melhor a normas internacionais e tornar o PIB brasileiro mais comparável aos de outros países. Entre as principais alterações está a que muda o conceito de investimentos. Agora, passam a engordar este indicador os gastos com pesquisa e desenvolvimento, anteriormente identificados como despesas, o que influenciava a conta final para baixo.

Os principais fatos da semana no Congresso

Semana de debates sobre a reforma política; sobre a interferência do governo Cubano no Brasil e sobre o amadurecimento político dos brasileiros. A medida provisória que renegocia dívidas dos clubes de futebol e a mudança do indexador da dívida dos estados também dominaram os debates no Congresso Nacional.