Projetos de Alvaro Dias ajudam a solucionar a crise de abastecimento de combustíveis

Em pronunciamento na sessão desta quarta-feira (30), o senador Alvaro Dias destacou a apresentação de dois projetos de sua autoria, elaborados para oferecer soluções à crise dos combustíveis no Brasil, surgida após a greve dos caminhoneiros. Um dos projetos trata sobre os percentuais de adição do biodiesel ao óleo diesel comercializado em todo o território nacional. O outro dispõe sobre a política energética nacional, para disciplinar a comercialização do etanol.

O senador Alvaro Dias explicou que diante do sério problema que a sociedade enfrenta nos últimos dias para conseguir abastecer, o Congresso tem a missão de contribuir para tentar amenizar o drama vivido pelos brasileiros.

“Sempre, mas, especialmente, nos momentos de crise, o desespero leva pessoas a exigirem aquilo que não podemos realizar. De outro lado, nós não podemos deixar de realizar aquilo que devemos, que temos condições de fazer. Por essa razão, quando explode esta crise do combustível no País, nós devemos ressuscitar teses, conceitos e projetos que possam contribuir para minimizarmos o drama vivido hoje pelos brasileiros. Por essa razão, apresentei dois projetos. E a sugestão que faço é a de que o presidente Eunício Oliveira possa recolher na Casa todos os projetos que se refiram à questão dos combustíveis para um debate, para a priorização de todos eles, a fim de que o Senado Federal possa contribuir com soluções efetivas e possa oferecer respostas a esse reclamo da sociedade brasileira”, afirmou o senador.

O primeiro projeto apresentado pelo senador propõe uma escalada de 11% ou 15% – de início – de adição do biodiesel ao óleo diesel, passando para 20% de adição posteriormente. “ O governo esqueceu o biodiesel, e nós estamos tentando relembrar ao Palácio do Planalto que o biodiesel é uma solução, inclusive ecologicamente perfeita. E além de propor essa adição de biodiesel, estamos propondo constituição de um grupo técnico para estudos, a fim de verificarmos a possibilidade de chegarmos até 100% de utilização do biodiesel. Estaríamos aí, certamente, proporcionando uma redução significativa do preço do diesel no nosso País”, afirmou.

O outro projeto destacado por Alvaro Dias busca permitir às empresas ou aos consórcios de empresas produtoras de etanol que comercializem diretamente com os consumidores, por meio de postos revendedores próprios, ou diretamente com os postos revendedores, com distribuidores autorizados, com o mercado externo e com outras empresas ou consórcios de empresas produtoras. “Certamente, a eliminação de intermediários reduzirá o custo do etanol na bomba, facilitando, portanto, o consumo desse combustível”, disse o senador.

O senador também criticou na Tribuna os reajustes dos preços dos combustíveis. Para ele, a Petrobras tem como referência os preços do petróleo praticados internacionalmente e, por isso, é preciso discutir uma nova política de preços que leve em consideração o custo do barril produzido no Brasil.

“Temos a possibilidade de produzir muito mais. Não se entende porque houve essa determinação do Governo para que a Petrobras, através das suas refinarias, trabalhe na baixa, ao invés de trabalhar a pleno vapor. Nós produzimos mais barris de petróleo do que consumimos. Certamente, se praticássemos preços no Brasil referentes ao custo do barril de petróleo, estaríamos oferecendo preços muito inferiores aos que são praticados atualmente”, afirmou Alvaro Dias.

Para Alvaro Dias, projetos aprovados contribuem para amenizar impasse com caminhoneiros

Durante votação dos projetos que fizeram parte do acordo com caminhoneiros, na noite desta terça-feira (29/5), o líder do Podemos, senador Alvaro Dias, afirmou que a sociedade não pode pagar o preço pela incompetência do governo. Ele também voltou a discordar da política de reajustes da petroleira. E defendeu uma reforma tributária ampla, “inteligente e modernizadora”, para que a sociedade pague menos impostos

Para Alvaro Dias, a greve poderia ter sido evitada se o governo tivesse ouvido a categoria e o próprio Congresso Nacional. Ele lembrou que há tempos os caminhoneiros reclamam do baixo valor dos fretes, do alto preço dos combustíveis e das dificuldades de pagar as prestações de financiamento de caminhões. “Certamente, nós compreendemos que esse impasse foi gerado pela incapacidade, pela incompetência, pela má vontade do governo em se antecipar aos fatos. Há anos, os caminhoneiros demonstram a sua indignação e a sua revolta com o descaso do Governo, que não tem como ouvi-los, que se recusa a ouvi-los, que se recusou, nesse tempo todo, a se entender com eles. E caminhamos para um impasse quase que irreversível, e nesta hora não há outra alternativa sem contribuir com essa medida que certamente não atende ainda às expectativas e às aspirações dos caminhoneiros brasileiros, mas é um passo adiante que o Congresso Nacional pode oferecer, contribuindo com essa votação. Por isso, o Podemos vota sim”, destacou o senador.

Na sessão foi aprovado o projeto de lei (PLC 52/2018) que volta a onerar a folha de pagamento de diversos setores da economia, para garantir a redução de R$ 0,46 no preço do óleo diesel. O item que zera até o final do ano a cobrança de PIS/Cofins sobre o óleo diesel também foi aprovado, mas será vetado, segundo governistas.

Alvaro Dias apresenta projeto para ampliar uso de biodiesel

O senador Alvaro Dias (Podemos-PR) apresentou, nesta terça-feira (29/05), um projeto de lei com objetivo de aumentar os percentuais de adição de biodiesel ao óleo diesel comercializado no Brasil. A proposta acrescenta cinco incisos ao artigo primeiro da Lei 13.033/2014, de modo a estabelecer metas para acelerar a ampliação do percentual obrigatório de biodiesel adicionado ao diesel fóssil.

O texto prevê utilização de 11% a 15% de biodiesel, com evolução de 1% ao ano a partir de 12 meses após a data de promulgação da lei, com possibilidade de evolução de 2% ao ano para regiões de grande produção de biodiesel. Após este período, os índices variariam entre 16% e 20%, com evolução de 1% ao ano, desde que concluídos os testes necessários à adoção de mistura de 20%.

O projeto institui ainda 20% de biodiesel para o transporte público das cidades brasileiras com população acima de um milhão de habitantes, até 24 meses após a promulgação da lei. Também cria grupo de trabalho a fim de realizar os testes para aferição da viabilidade do uso de biodiesel 100%.

Alvaro Dias destaca que o biocombustível já é utilizado em todo o mundo como importante diversificação na matriz energética. “Ao reduzir ou substituir o uso de combustíveis fósseis que é comercializado no Brasil, diminuiremos a dependência do petróleo e minimizaremos problemas ambientais”, afirma o líder do Podemos no Senado.

Dias ressalta que, entre os benefícios da ampliação do uso do biodiesel, estão a consolidação do mercado do biodiesel, o que atrairá investimentos para o país; o incentivo à pesquisa e o desenvolvimento de tecnologias destinadas a melhorar e reduzir custos do processo produtivo; e a identificação de novas matérias primas para a produção do biodiesel.

Recentemente, o Ministério de Minas e Energias (MME) concluiu relatório dos testes para validação do uso de misturas com biodiesel B10 em motores e veículos. Porém, “com potência agrícola fenomenal, o Brasil pode perseguir uma evolução desse percentual até chegar ao B20”, afirma o projeto. No Brasil e em diversas cidades do mundo, a mistura B20 já é comercializada em postos.

Em Illinois, nos Estados Unidos, cerca de 70% do abastecimento de diesel é realizado com B20. Em Nova York, a prefeitura anunciou em 2016 a adoção de B20 no combustível utilizado para aquecimento. No mesmo ano, a cidade de Londres, na Inglaterra, comunicou que passaria a usar o B20 em aproximadamente 3 mil ônibus do transporte público, como ação de redução das emissões de gases de efeito estufa.

No Brasil, o Rio de Janeiro adotou o B20 durante os Jogos Olímpicos, em 2016, e São Paulo registrou experiência de sucesso com cerca 2 mil ônibus rodando com B20, entre 2011 e 2013. Brasília também utiliza o B20 nos ônibus do transporte público que atendem a área central da capital.

De acordo com a União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio), o Brasil tem plena condição de alcançar a mistura obrigatória de 20% de biodiesel até 2028. Nos últimos dois anos, o biodiesel é mais barato que o diesel no Centro-Oeste, que é uma região com grande produção de grãos e biodiesel. Apenas Mato Grosso fabricou mais de 900 milhões de litros de combustível, dos 4,2 bilhões produzidos no país em 2017.

Leia o projeto, clique aqui.

Rodoviarismo e infraestrutura – Sugestão de Leitura

A paralisação dos transportadores de cargas escancarou realidade sempre ignorada: o modal rodoviário é responsável por dois terços da movimentação da riqueza nacional. Os reflexos diretos se refletiram no estrangulamento, circulação e abastecimento de produtos, afetando diretamente a população.  O movimento iniciado pelos transportadores autônomos, que são minoritários, foi transformado em “lock out”. Estimulado pelos donos de grandes empresas transportadoras que detém o monopólio do setor, fazendo da sociedade refém e prisioneira do desabastecimento geral. “Lock out” é delito econômico contra os interesses nacionais, definido na Constituição. A dependência da economia brasileira ao rodoviarismo não é saudável para o desenvolvimento. Retrata o abandono, ao longo do tempo, e a falta de política pública de investimentos nos setores ferroviário e hidroviário. Falta visão estratégica. “Leia o artigo de Hélio Duque na integra clicando aqui”

Alvaro Dias diz que crise atual teria sido evitada se reivindicações tivessem sido atendidas

Em pronunciamento no Plenário na sessão desta segunda-feira (28), o senador Alvaro Dias afirmou que a paralisação dos caminhoneiros iniciada nos últimos dias é uma continuação do movimento iniciado há alguns anos, e que não gerou os resultados desejados pela categoria. Para o senador, a greve atual poderia ter sido evitada se os governos Temer e Dilma tivessem ouvido os caminhoneiros e o próprio Congresso Nacional.

No seu discurso, Alvaro Dias lembrou que há tempos os caminhoneiros reclamam do baixo valor dos fretes, do alto preço dos combustíveis e das dificuldades de pagar as prestações de financiamento de caminhões. O senador relembrou diversos pronunciamentos que fez nos últimos anos destacando as reivindicações dos caminhoneiros, e lamentando a demora do governo em atender a categoria.

“Por que esse impasse envolvendo os caminhoneiros do País? Porque governantes demonstraram ausência de previsibilidade, porque o nosso Governo, especialmente agora o Presidente Temer, demonstrou não possuir a qualidade indispensável ao bom governante, que é a de se antecipar aos fatos. Nós tivemos prenúncio de que a crise se agravaria. Foi como se escrevessem a crônica da crise antecipada”, disse o senador, lendo depois um trecho de discurso que ele fez em 25 de fevereiro de 2015, alertando para as demandas dos caminhoneiros que não estavam sendo atendidas.

Alvaro Dias questionou ainda a política de preços da Petrobras, uma vez que o Brasil, como qualquer país produtor de petróleo, não pode definir o valor em função dos custo internacional do produto. Para o senador, é compreensível que a direção da companhia queira cobrir o rombo da Petrobras, mas não é o povo brasileiro quem deve pagar pelo prejuízo e pela corrupção, e sim quem promoveu os desvios.

O senador também criticou a decisão da Petrobras de importar combustível. Ele afirmou que de 2017 para cá, a importação de gasolina cresceu 82% e a de diesel, 67%.

“Eu ouvi o depoimento de um petroleiro que afirmou taxativamente: ‘Nós não estamos trabalhando a todo o vapor. Nós estamos trabalhando na baixa, por orientação do governo’. Qual o interesse do governo em determinar que a Petrobras trabalhe sem a celeridade possível na exploração do petróleo para a produção de combustíveis? Qual a razão? É a importação? Evidentemente, a importação pode atender a interesses da própria Petrobras, que cobra preço alto, pode atender aos interesses dos acionistas, mas não atende ao interesse dos brasileiros”, afirmou Alvaro Dias.

Alvaro Dias: greve dos caminhoneiros “é a revolta de toda uma nação”

O candidato à presidência da República, senador Alvaro Dias (Podemos), afirmou que a greve dos caminhoneiros “é uma revolta de toda uma nação”. “A sociedade brasileira está cansada da incompetência generalizada dos governos e dos governantes, cansada da corrupção e da impunidade como regra e exige mudanças nos rumos do nosso país”.

Leia mais em Hora do Povo

“Precisamos romper com esse sistema promíscuo”

O presidenciável do Podemos, senador Alvaro Dias, diz que o presidencialismo de coalizão, com a cooptação de partidos, instaurou um modelo político corrupto, que é o cerne de todos os males do País. Agora, segundo ele, só a “refundação” salva a República

Embora se apresente ao eleitor como alternativa de poder à velha política, o senador Alvaro Dias (Podemos-PR) não é um “outsider” ou alguém que possa ser classificado na categoria do “novo”, que o eleitor tanto busca. Na verdade, a estrada do senador na vida pública é longa. Ele exerce cargos eletivos há 49 anos e está no Senado há 24 anos, depois de ter sido deputado estadual, federal e governador do seu Estado, o Paraná (de 1987 a 1991). Dias infla de orgulho por sua caminhada até aqui. Por isso, faz questão de dizer que não deseja ser apresentado como “outsider” e, sim, como um candidato detentor de experiência administrativa e passado limpo. “Não estou na Lava Jato e não tenho um único inquérito em toda minha carreira política”, vangloria-se o senador, aos 73 anos. Com toda sua bagagem política, Dias já passou pelo MDB, PSDB, PDT, PV e agora Podemos, acompanhando de perto as barganhas feitas no Congresso que levaram o Brasil, segundo ele, ao fundo do poço. Para obter maioria, e poder governar, criticou Dias, os presidentes da República sempre instalaram um balcão de negócios para cooptar parlamentares e, assim, criar “um sistema promíscuo e corrupto, que é a matriz dos governos incompetentes”. “O presidente da República, de um modo geral, é o maior corruptor do País”, afirma. Para mudar o quadro, o senador propõe uma mudança radical do País, adotando o que ele chama de “refundação da República”. O pré-candidato do Podemos usou essa expressão onze vezes durante as duas horas de entrevista concedida ao corpo editorial da Três na última segunda-feira 21, pegando emprestado, talvez sem saber, o espírito de uma máxima criada há um século por Monteiro Lobato: “O Brasil é uma nação a fazer ou refazer, já que destruíram os alicerces da primeira tentativa séria”. Em 1918, Lobato, como Alvaro Dias em 2018, tecia pesadas críticas à República recém-proclamada.

Leia mais em ISTOÉ

Solidariedade aos caminhoneiros

Bom dia! Estou em Betim, uma das maiores cidades de Minas Gerais. Acompanhado do prefeito, Vittorio Medioli, estamos acompanhando e apoiando a greve dos caminhoneiros, que se tornou também um protesto de toda a sociedade brasileira contra a incompetência e a corrupção governamental.

ELEIÇÕES 2018: Alvaro Dias planeja refundar a República

Brasília – Alvaro Dias, 73, pré-candidato do Podemos à Presidência da República nas eleições deste ano planeja a “refundação da República”. Em entrevista exclusiva à Agência CMA, o pré-candidato listou como principais itens do seu plano de governo a substituição do atual sistema de governança, a revisão do pacto federativo e diversas reformas para impulsionar o País.

Ele foi eleito quatro vezes senador, a última reeleição foi em 2014 e atualmente é o líder do Podemos no Senado. Já foi vice-presidente do Senado, líder do PSDB e do PV, líder do bloco de oposição e presidente e membro titular de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) como a da Terra, do Futebol, dos Correios, dos Bingos e da Petrobras. Também foi vereador, deputado estadual, deputado federal e governador do Paraná.

Confira a entrevista com o pré-candidato em Agência CMA

POR: PRISCILLA OLIVEIRA / AGÊNCIA CMA