STF e tsunami eleitoral – Sugestão de Leitura

O Brasil viverá tempos tempestuosos, independente de quem seja vencedor no 2º turno. O recado do eleitorado foi direto e objetivo contra os políticos tradicionais. Dinamitou o sistema partidário gerador de agremiações artificiais, cuja finalidade sempre foi manter as oligarquias intocáveis nos seus privilégios. A profissionalização da política, após a redemocratização, foi fator determinante pelo predomínio de um conservadorismo insensível às demandas e carências sociais. Ante essa realidade, paralelamente a corrupção sistêmica ganhou força como elemento integrante das políticas de Estado, tão bem retratado na “Operação Lava Jato”. O brasileiro anônimo resolveu mandar um recado direto para os tutores da política nacional. Não fosse os R$ 1,8 bilhão do Fundo Eleitoral, a renovação seria maior.“Leia o artigo de Hélio Duque na integra clicando aqui”

Efeito Manada

07 outubro de 2018,

Data comemorada por muitos como uma possível data marcante para o Brasil, dando indícios que Jair Bolsonaro será o futuro presidente do Brasil.  Devemos comemorar, sair em passeata, em carros e em multidões, saudando Jair Bolsonaro “O Mito……”?

Político este que participa dos palanques políticos brasileiros e da bancada de deputados a quase três décadas, tendo em todo esse período aprovado somente dois projetos – será esse o político ideal para governar nosso país? País esse passando pela maior crise econômica-financeira de sua história?

Definitivamente não! Pessoa com ideias limitadas e muitas vezes incoerentes, sem qualquer preparo político, sem preparo emocional, intelectual e conhecimento explicitamente e assumidamente limitado.

O que estamos comemorando? Qual o motivo de tantos fogos de artifícios e tantos gritos de alegria?

O único motivo de alegria é do afastamento temporário de um controle pelo PT. Temporário e não consistente. Deveríamos estar felizes, alegres e com certeza comemorando caso estivéssemos escolhido o melhor.

Ninguém, com certeza, pode dizer que não tínhamos opção. Nessas eleições tínhamos muitos candidatos. Muitos deles muito bem preparados. Entre eles podemos identificar Geraldo Alckmin, político muito bem instruído e com conhecimento exemplar, com experiência administrativa, o qual talvez o maior demérito seria a aliança político-partidária manchada pelo passado. Outro exemplo, o candidato Amoedo, o qual segundo muitos uma pessoa com potencial de gestão aprimorado, e por fim o Alvaro Dias.

Alvaro Dias …. este sim o candidato ideal, com uma vida de devoção ao povo brasileiro. Literalmente uma vida doada ao Brasil e com certeza o político mais injustiçado do nosso país.

Um político que tem como princípio a honestidade desde o seu início. No período de governador do Paraná combateu contratos abusivos; no período do PSDB foi favorável a instalação da CPI contra o governo do Fernando Henrique, sendo expulso do partido por contrariar os princípios do próprio partido; no período de senador considerado político de maior oposição ao governo corrupto do PT.

Corrupção …. esta palavra é com certeza o maior legado e princípio pelo qual Alvaro Dias sempre lutou, a bandeira pela qual sempre levou a frente do peito. Político esse que se tivéssemos um mínimo de cultura, conhecimento político ou coerência, teríamos que levantar no colo, acima dos ombros e o defender até a última gota de sangue, por que, na verdade é desse tipo de pessoa que precisamos.

No entanto, fica claro o desconhecimento da população brasileira. Fico triste pela população de baixa renda e sofrida que precisa do bolsa-família, ou qualquer ajuda para sobreviver? Não … com certeza não!! Fico estarrecido com a grande elite brasileira, intitulada como a formadora de opinião que vende ideias, sem ao menos estudar sobre política.

A cultura brasileira não está fundamentada em leitura e sim na conversa de esquina, de rua, de fundo de quintal e até mesmo do bar. Em que uma simples menção sem qualquer fundamento é considerada a maior verdade sem qualquer documentação ou registro. E em que a maioria dos “estudados políticos” se fundamenta para propagar sua opinião.

No entanto, isso é cultural, desde as bases de ensinamento no colégio e faculdade, como esperar uma atitude diferente do nosso povo? As mudanças não caem do céu. Espero que, com o incentivo ao ensino, algum dia, nós possamos votar no melhor; e não nos contentar pela situação. Por que assim seremos fortes e não estaríamos sem sustentação como estamos, com medo de a qualquer momento um grupo corrupto e populista voltar ao poder.

Como disse, as mudanças não caem do céu… como em um sistema distorcido, com tempos de televisão discrepantes, com cobertura política diária diferenciada, com entrevistas em canais de televisão somente para candidato “A” ou “B”, uma pessoa mais desconhecida pode se sobressair? Somos meras plumas tocadas ao vento por um sistema pré-estabelecido.

Devemos comemorar??? Ou devemos lutar como peixes migrando contra a força de uma rede de pesca?  Devemos ficar satisfeitos e com a consciência leve?

Que bom seria…. mas não! Temos que ficar envergonhados por tentar sempre o caminho mais fácil, mais curto, mesmo que este não nos leve ao melhor lugar.

Paulo Henrique

Urologista-Maringá/PR

“Eles não venceram a eleição, eles roubaram”, diz Alvaro Dias sobre delação de Palocci

“Bombásticas”. “Devastadoras”. “Destruidoras”. Foi com esses termos que o candidato do Podemos à Presidência da República, senador Alvaro Dias (PR), classificou, esta terça-feira (02/10), as revelações feitas contra o Partido dos Trabalhadores (PT) por Antonio Palocci, ex-ministro dos governos Lula e Dilma, em delação premiada firmada com a Polícia Federal em Curitiba.

Na delação, entre outros pontos, Palocci revela que as campanhas do PT em 2010 e 2014 custaram R$ 1,4 bilhão – valor muito maior do que o declarado à Justiça Eleitoral. “Eles não ganharam a eleição, eles compraram a eleição. Eles não venceram a eleição, eles roubaram a eleição. Roubaram a eleição para depois roubar o Brasil, e continuaram roubando”, criticou o presidenciável, durante caminhada em Guarulhos, em São Paulo.

Para Alvaro Dias, a confissão do crime por parte de Palocci só reforça as acusações feitas pelo parlamentar ao longo de décadas contra o PT. “O crime de uma quadrilha, o crime de uma organização criminosa, que trabalhou com dinheiro sujo, que trouxe dinheiro sujo de fora. É por isso que o BNDES mandou bilhões para o exterior, para que esse dinheiro voltasse, o dinheiro sujo, para alimentar a campanha eleitoral do PT em primeiro lugar”, afirmou.

Segundo a delação de Palocci, empresários abriam contas no exterior para o Partido dos Trabalhadores, a fim de abastecer um sistema de corrupção. Caberia pedir o cancelamento do registro do PT, porque recebeu dinheiro de fora. A lei é clara: partido político não pode receber dinheiro de exterior. E há uma confissão de quem participou desse esquema gigantesco de corrupção”, disse o presidenciável.

“Quem pensava que a Operação Lava Jato tinha chegado além das possibilidades, agora percebe que ainda não chegamos ao fundo do poço”, complementou Alvaro Dias. Durante o evento em Guarulhos, o senador esteve acompanhado da presidente nacional do Podemos, Renata Abreu (SP), e do vereador, ex-secretário municipal de Segurança Pública e agora candidato a deputado estadual, João Dárcio.

A cumplicidade eleitoral – Sugestão de Leitura

O Brasil tem um encontro marcado com o seu destino e o seu futuro. O governo federal a ser eleito está diante de dois cenários. Se for comprometido com reformas estruturais inadiáveis, teremos a retomada do desenvolvimento. Se optar pela anti-reforma terá o crescimento travado com consequências nefastas. Sendo reformista haverá previsibilidade para a retomada do desenvolvimento, queda dos juros, o dólar sairá da faixa especulativa, gerando novos empregos para os milhões de desempregados. Se a opção for pela anti-reforma, os juros aumentarão, o dólar terá forte elevação e o desemprego aumentará. Viveremos realidade econômica e social dramática. Sem reformas na estrutura do Estado, será impossível a retomada de crescimento sustentável com equidade social.“Leia o artigo de Hélio Duque na integra clicando aqui”