Alvaro Dias defende nova política para preços dos combustíveis e torce por solução para evitar greve dos caminhoneiros

O Líder do Podemos, senador Alvaro Dias, alertou em pronunciamento nesta segunda-feira (22/4) para os efeitos de uma nova paralisação de caminhoneiros, tanto em relação à economia quanto ao abastecimento e à segurança da população: “Nós esperamos que, nas reuniões que se realizam hoje em Brasília, a solução seja um entendimento consensual entre o governo e as lideranças de caminhoneiros de todo o País para evitar essa paralisação nova, que traria consequências imprevisíveis, prejuízos incalculáveis”

Alvaro Dias também cobrou do Executivo mais transparência na planilha de custos da Petrobras. Ele comparou os preços, em dólar, do combustível no Brasil com o de países integrantes da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e disse que há muitas dúvidas a serem esclarecidas para que essa crise seja superada. “ Sabemos pouco sobre a planilha de custo de produção de combustível da Petrobras. Seria interessante, inclusive, que a Petrobras nos oferecesse a planilha para que o debate tenha mais consistência, inteligência. Qual a margem de renda da Petrobras, considerando seu custo de produção? Daria para a empresa reduzir sua margem de lucro sem ter prejuízo, para proporcionar preços mais baixos aos brasileiros? Qual a margem de lucro das distribuidoras? Falta concorrência nesse mercado? ”, questionou.

O Líder do Podemos disse ainda que elevar o preço de produtos essenciais é uma forma que os governos encontraram para aumentar a arrecadação. Por isso, ele defendeu uma reforma tributária que seja focada na renda e não no consumo. Assim, a massa da população poderia ser beneficiada com preços mais baixos, disse o senador.     “Tributando menos no consumo vamos distribuir renda, porque evidentemente o sistema será progressivo e aqueles que ganham mais pagarão mais e os que ganham menos pagarão menos. Especialmente no que diz respeito ao combustível. Nós entendemos, sim, que é preciso rever a política de preços da Petrobras. Não há dúvida de que é possível chegarmos a uma equação, a uma arquitetura na política de preços que atenda o interesse dos acionistas e obviamente atenda em primeiro lugar o interesse dos brasileiros”, disse o senador

Foto Thati A.Martins