Desemprego fica no nível mais alto da série histórica, e Alvaro Dias cobra soluções do novo governo

A taxa de desemprego no país, medida pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, ficou em 11,2% no trimestre encerrado em maio deste ano. Ela é superior aos 10,2% de fevereiro e aos 8,1% do trimestre encerrado em maio de 2015, de acordo com o IBGE. O resultado, o mesmo do trimestre encerrado em abril deste ano, é o mais alto da série histórica, iniciada em março de 2012.

Segundo a pesquisa, a população desocupada chegou a 11,4 milhões de pessoas, 10,3% (ou 1,1 milhão de pessoas) a mais do que o trimestre encerrado em fevereiro e 40,3% (ou 3,3 milhões de pessoas) a mais do que no trimestre encerrado em maio de 2015. A população ocupada (90,8 milhões de pessoas) manteve-se estável em relação a fevereiro de 2016. Já em relação a maio de 2015, houve um recuo de 1,4%, ou seja, menos 1,2 milhão de pessoas.

Para Alvaro Dias, a questão do desemprego crescente é o grande drama do Brasil atual. O senador cobrou do novo governo a adoção de medidas urgentes para reverter a crise que vem penalizando principalmente os microempresários e os trabalhadores.

“Temos uma crise política, uma profunda crise econômica e uma crise social. Temos uma soma de inflação com recessão, e inflação com recessão somada gera um desastre, especialmente para os trabalhadores. No ano passado tivemos mais de 1.400 micro e pequenas empresas fechadas e decretando falência. O governo Michel Temer tem que adotar medidas urgentes para acelerar o processo econômico, para fazer com que a roda da economia possa girar com mais força e o País possa retomar a oferta de empregos, revertendo esse grande drama que penaliza as famílias brasileiras”, disse o senador Alvaro Dias.