Senador lamenta desemprego recorde e cobra medidas para retomar crescimento econômico do País

O Líder do PV, senador Alvaro Dias, cobrou do governo, durante pronunciamento em plenário, nesta quarta-feira (29/6), a adoção de medidas urgentes para motivar o crescimento econômico e aumentar a oferta de empregos no País. “A crise política se aprofundou e provocou um desfiladeiro dramático de inflação, recessão e desemprego.  É preciso que o governo adote providências imediatas que possam permitir que a roda da economia gire com um pouco mais de força para a retomada da geração de empregos no País”, disse.

Alvaro Dias lamentou os números divulgados hoje pelo IBGE, mostrando um novo recorde na taxa de desemprego e voltou a contestar os dados que, segundo ele, são superiores aos oficiais. “Nós sabemos que 63 milhões de brasileiros são pessoas aptas, mas estão excluídas da força de trabalho. Não estão empregadas, mas não estão procurando emprego e, portanto, não constam das estatísticas oficiais, mas representam uma força de trabalho desperdiçada, um potencial extraordinário que certamente contribuiria para o desenvolvimento nacional de forma mais acelerada e eficaz”, destacou o senador.

A indústria foi o setor mais afetado pela crise, lembrou o senador, com base em dados do Dieese. Em 2015, em torno de 400 mil micro e pequenas empresas faliram: “ Há poucos dias tivemos a fotografia exata do drama vivido pelos brasileiros. Um empresário, depois de demitir 200 empregados da sua empresa, suicidou-se. É um retrato cruel, perverso mesmo, desta realidade social que estamos vivendo no País. A produção industrial diminuiu 11,2% de janeiro a março ante o mesmo período de 2015. Foi o pior resultado entre 130 países e abaixo da média mundial. Portanto, que não se alegue tratar-se de uma crise internacional, porque a média mundial é de crescimento. O que nós estamos verificando é, inclusive, a busca de oportunidades em outro país. A própria CNI organiza visitas ao Paraguai, país vizinho, especialmente vizinho do meu Estado, o Paraná, como uma opção para investimentos do Brasil. Chegamos ao limite, portanto, do bom senso, da tolerância. E nós não podemos tolerar esse fracasso rotundo, como diria Leonel Brizola, do governo brasileiro. É claro que a causa é a incompetência de gestão e a corrupção que se alargou no País. Corrupção somada à incompetência produz esse desastre administrativo, que tem como consequência a crise que se alargou de forma exuberante, alcançando especialmente os mais pobres, os trabalhadores, os assalariados, aqueles que dependem do emprego”, concluiu Alvaro Dias.